DIA MUNDIAL DO ROCK: O ANO DOS VETERANOS
O Dia Mundial do Rock é celebrado neste 13 de julho em referência ao histórico concerto beneficente Live Aid, realizado simultaneamente em Londres e Filadélfia...
O Dia Mundial do Rock é celebrado neste 13 de julho em referência ao histórico concerto beneficente Live Aid, realizado simultaneamente em Londres e Filadélfia em 1985.
Em 2026, a data reforça que a geração mais emblemática do rock continua longe da aposentadoria. Aos 70, 80 e até mais de 90 anos, artistas que escreveram alguns dos capítulos mais importantes da música popular seguem produzindo discos inéditos, anunciando turnês, promovendo colaborações entre contemporâneos e até antigos rivais, celebrando marcos históricos e movimentando a indústria fonográfica.
O primeiro semestre do ano revelou um cenário raro: veteranos de diferentes gerações lançando novos projetos praticamente ao mesmo tempo, enquanto o mundo também se despedia de personagens fundamentais da longa história do gênero.
Paul McCartney transforma memórias em novo capítulo da carreira

Crédito da imagem: Promocional/Paul McCartney
Entre os grandes acontecimentos do ano está o lançamento de The Boys of Dungeon Lane, novo álbum de Paul McCartney. O trabalho apresenta composições inéditas inspiradas em lembranças pessoais e reafirma a impressionante capacidade criativa do ex-Beatle aos 84 anos.
O disco ainda promove um dos momentos mais simbólicos do ano: o reencontro vocal entre Paul e Ringo Starr em "Home to Us", celebrando uma parceria que atravessa mais de seis décadas.
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Ringo Starr segue mostrando que ainda há muito pela frente

Crédito da imagem? Promocional/Ringo Starr
Se Paul brilhou nos estúdios, Ringo Starr também vive um excelente momento artístico.
Além da participação no novo álbum de McCartney, o músico manteve sua agenda de apresentações com a All Starr Band e lançou Long Long Road, sucessor do elogiado Look Up (2025). Produzido novamente por T Bone Burnett, o disco aprofunda sua incursão pelo country e pela americana, consolidando uma fase criativa que mostra que, aos 86 anos, Ringo continua reinventando sua carreira sem abrir mão da personalidade que o tornou um dos bateristas mais influentes da história da música.
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Rolling Stones mantêm a criatividade em alta

Os Rolling Stones voltaram ao centro das atenções com Foreign Tongues, novo álbum de estúdio que sucede o elogiado Hackney Diamonds.
O trabalho reúne alguns dos nomes mais importantes da história do rock, entre eles Paul McCartney, Steve Winwood, Robert Smith (The Cure) e Chad Smith (Red Hot Chili Peppers), além de uma participação póstuma de Charlie Watts. O encontro reforça não apenas a vitalidade criativa de Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood, mas também o espírito de colaboração que marcou o primeiro semestre de 2026 entre algumas das maiores lendas da música.
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U2 em um de seus anos mais produtivos

Crédito da imagem: Promocional/U2
No ano em que celebra cinco décadas de existência, o U2 lançou dois EPs inéditos — Days of Ash e Easter Lily — antes de apresentar "Street of Dreams", primeiro single de seu próximo álbum de estúdio.
O período também marcou o retorno de Larry Mullen Jr. às atividades da banda após sua recuperação física, reunindo novamente Bono, The Edge, Adam Clayton e o baterista em torno de um novo projeto.
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Outros veteranos também fizeram de 2026 um ano especial
O primeiro semestre mostrou que a vitalidade do rock não se resume aos Beatles, Rolling Stones ou U2. Outros artistas que ajudaram a construir a história do gênero também chegaram às manchetes com novos projetos, turnês, celebrações e reencontros.
Peter Gabriel
O ex-vocalista do Genesis iniciou o lançamento gradual de o\i, álbum conceitual que aborda temas como inteligência artificial, tecnologia e comportamento humano, além de colocar em circulação um novo registro ao vivo gravado no Real World Studios.
Roger Taylor
O eterno baterista do Queen, anunciou Violence Insane in a Beautiful World, seu primeiro álbum solo em anos. O projeto reafirma sua atuação como compositor, cantor e multi-instrumentista, mostrando que sua produção artística vai muito além da história construída com Freddie Mercury e Brian May.
Peter Frampton
O lendário guitarrista voltou aos estúdios com um novo álbum de inéditas, mantendo sua disposição de seguir compondo e gravando mais de cinco décadas após se tornar um dos guitarristas mais influentes do rock. O lançamento foi acompanhado por novas apresentações ao vivo, reforçando que o músico permanece em plena atividade.
Bruce Springsteen
Nos Estados Unidos, “O Chefe” seguiu lotando arenas com mais uma extensa turnê ao lado da E Street Band e ainda foi destaque nos cinemas com Deliver Me From Nowhere, filme que retrata o processo de criação do clássico álbum Nebraska e se tornou um dos lançamentos mais aguardados do ano pelos fãs de música.
Oasis
Já o grupo britânico prolongou o impacto de sua reunião iniciada em 2025, em um dos reencontros mais bem-sucedidos da história recente do rock.
Stevie Nicks, Ann Wilson as mulheres do rock

Créditos da imagem: Michael Loccisano/GA/The Hollywood Reporter via Getty
As mulheres também mantiveram protagonismo entre os veteranos do rock. Stevie Nicks voltou às manchetes pela expectativa em torno de seu próximo álbum solo e pela inesperada reaproximação com Lindsey Buckingham, além de interações com artistas da nova geração como Taylor Swift. Ann Wilson celebrou os 50 anos de Dreamboat Annie, anunciou um novo álbum com seu projeto Tripsitter e reafirmou sua posição como uma das vozes mais importantes do rock. Pat Benatar, Joan Jett, Debbie Harry e Chrissie Hynde igualmente permaneceram em atividade, demonstrando que o protagonismo feminino segue ocupando lugar de destaque na história e no presente do gênero.
Um semestre marcado também por despedidas
O primeiro semestre também trouxe perdas importantes.

Créditos da imagem: Arquivo/Clive Davis/Janis Joplin
O mundo da música se despediu de Clive Davis, executivo responsável por impulsionar as carreiras de artistas como Bruce Springsteen, Janis Joplin, Aerosmith, Santana e Billy Joel, deixando um legado incomparável na indústria fonográfica.

Crédito da imagem: Fox News
Outra perda profundamente sentida foi a de Walter Parazaider, saxofonista e cofundador do Chicago. Foi dele a visão de unir permanentemente metais ao rock, criando uma identidade sonora que influenciou gerações.

Crédito da imagem: Arquivo/Bonnie Tyler
Já em julho, poucos dias antes do Dia Mundial do Rock, a morte de Bonnie Tyler emocionou fãs em todo o mundo. Dona de uma das vozes mais marcantes da música dos anos 1980, ela eternizou clássicos como Total Eclipse of the Heart, Holding Out for a Hero e It's a Heartache, encerrando uma trajetória que ajudou a aproximar o rock das grandes baladas.
O rock continua olhando para frente
Se durante muitos anos o futuro do rock foi colocado em dúvida, 2026 oferece uma resposta diferente.
Paul McCartney continua compondo. Ringo Starr segue excursionando. Os Rolling Stones lançam novos discos. O U2 prepara mais um álbum de estúdio. Peter Gabriel continua experimentando. Roger Taylor investe na carreira solo. Bruce Springsteen e Oasis seguem levando milhares de pessoas aos estádios. Stevie Nicks e Ann Wilson permanecem como referências da presença feminina no gênero.
Neste Dia Internacional do Rock, reconhecido pela ONU… o ano mostra que os artistas que ajudaram a construir a história do rock continuam escrevendo novos capítulos e mostrando que a geração responsável por transformar a música popular ainda encontra espaço para derrubar qualquer tipo de hetarismo na indústria, iinovar, emocionar e provar que o tempo pode até passar, mas dificilmente diminui a força de uma boa canção.