EXCLUSIVO-Secretário da Otan diz que aliança se reconciliou na cúpula de Ancara após 'desavenças' com Trump
Por Andrew GrayANCARA, 8 Jul (Reuters) - ?As desavenças entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros líderes da Otan demonstraram a força democ...
Por Andrew Gray
ANCARA, 8 Jul (Reuters) - ?As desavenças entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros líderes da Otan demonstraram a força democrática da aliança e devem servir de lição para o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, nesta quarta-feira, após uma cúpula em Ancara.
Em entrevista à Reuters, Rutte também disse que não via necessidade de mudar a maneira como lida com Trump, ?apesar ?das acusações de que elogia excessivamente ?o ?presidente dos EUA e não rebate suas críticas aos aliados.
“Eles sabiam no que estavam se metendo quando me contrataram, e eu sou quem sou”, disse ele. “Se as pessoas ?estiverem fazendo coisas boas, eu direi isso. Se eu ?não concordar, também direi isso, mas provavelmente não abertamente, e ?tentarei manter a unidade da aliança.”
Trump ?abalou a cúpula ?ao ameaçar ?publicamente cortar laços comerciais com a Espanha, reacendendo divergências sobre a guerra com o Irã e renovando reivindicações sobre a Groenlândia, antes de, ?mais tarde, reafirmar seu compromisso com a aliança e dizer que havia “muito amor” e unidade entre seus 32 líderes.
Questionado sobre qual mensagem as desavenças internas enviaram ao líder da ?Rússia e se isso prejudicou a mensagem de dissuasão da Otan, Rutte disse: “Eu diria a Putin: você mesmo deveria ter mais discussões, abertamente.”
A Otan identifica a Rússia como a maior ameaça à segurança de seus membros, que aumentaram os gastos com defesa em centenas de bilhões de dólares desde a invasão da Ucrânia por ?Moscou em 2022.
“O que ele (Putin) viu agora é que, às vezes, ?os aliados discordam um pouco, ?têm uma pequena discussão e, em seguida, se unem e se reconciliam”, disse Rutte.
Rutte afirmou que a capacidade de discutir ?abertamente e, em seguida, convergir em ?torno de um objetivo comum ?é “o que distingue ?as ?democracias” de países como a Rússia, a China e o Irã.