MÚSICA

CINEBIOGRAFIA DE MICHAEL JACKSON DEVE GANHAR CONTINUAÇÃO

A história de Michael Jackson nos cinemas deve ganhar um novo capítulo. Depois do forte desempenho da cinebiografia Michael nas bilheterias, a Lionsgate confirm...

Fonte: ANTENA 1 Publicado em: 25/05/2026
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A história de Michael Jackson nos cinemas deve ganhar um novo capítulo. Depois do forte desempenho da cinebiografia Michael nas bilheterias, a Lionsgate confirmou que as conversas para uma segunda parte avançam de forma positiva — e com um detalhe raro em Hollywood: parte do material que pode compor o próximo filme já foi gravada.

 

 

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O assunto foi tratado por Adam Fogelson, chefe do grupo de cinema da Lionsgate, durante a teleconferência de resultados da empresa. Segundo o executivo, as conversas sobre um segundo filme estão indo “excepcionalmente bem”. Ele também afirmou que ainda existe muito da trajetória de Michael Jackson a ser explorado, incluindo momentos marcantes da vida do artista e grandes partes de seu catálogo musical que ficaram fora do primeiro longa.

Créditos da imagem: Los Angeles Times/Eric Charbonneau

A ideia, pelo que indicou Fogelson, não é necessariamente seguir uma linha do tempo tradicional. O executivo disse que a narrativa pode “ir para frente e para trás”, abrindo espaço para revisitar acontecimentos que ficaram fora da primeira parte e avançar por fases posteriores da carreira do cantor.

No podcast The Town with Matthew Belloni, Fogelson também reforçou que há uma “enorme quantidade de música” e de experiências de vida de Michael que poderiam sustentar uma nova produção. Em outro momento, ao comentar a reação do público às cenas musicais do filme, sugeriu que os fãs poderiam ter permanecido no cinema por muito mais tempo acompanhando performances do artista.

O ponto mais concreto, porém, está no material já filmado. A Lionsgate estima que entre 25% e 30% de um possível segundo filme já tenha sido registrado durante a produção anterior. Isso não significa que a continuação esteja pronta, mas muda a conta criativa e financeira: o estúdio já parte de uma base relevante de cenas, o que pode acelerar o processo e reduzir parte dos custos.

Ainda não há data oficial de estreia. Também não está claro como a nova produção vai equilibrar as conquistas artísticas de Michael Jackson com as polêmicas que marcaram sua fase adulta. O que a Lionsgate sinaliza, por enquanto, é que enxerga material suficiente para transformar Michael em uma obra de dois capítulos — algo que conversa diretamente com a dimensão cultural do artista.

O efeito financeiro para a Lionsgate

 

 

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Para a Lionsgate, Michael já deixou de ser apenas uma aposta de cinema e passou a funcionar como um ativo estratégico. O filme ampliou a visibilidade global do estúdio, reforçou o valor de grandes marcas musicais nas salas de cinema e abriu caminho para uma possível franquia biográfica de grande alcance.

Os números ajudam a explicar o entusiasmo. Em atualização consultada no Box Office Mojo, Michael aparece com mais de US$ 788 milhões arrecadados mundialmente, somando cerca de US$ 319,9 milhões no mercado doméstico e US$ 468,1 milhões no exterior. O filme também aparece como a segunda maior bilheteria mundial de 2026 até o momento.

Esse desempenho tem peso especial porque a própria Lionsgate indicou, em sua chamada com investidores, que Michael pode se tornar o primeiro filme da companhia a ultrapassar US$ 1 bilhão em bilheteria mundial, ainda com a estreia no Japão no horizonte. Para um estúdio que compete com gigantes maiores, esse tipo de resultado muda a percepção de mercado: fortalece a marca, aumenta a confiança em novos lançamentos e amplia o potencial de receitas depois da passagem pelos cinemas.

Nos resultados oficiais do quarto trimestre fiscal de 2026, a Lionsgate informou receita de US$ 906,5 milhões, lucro operacional de US$ 117,5 milhões e fluxo de caixa livre de US$ 190,4 milhões. A empresa também destacou que sua receita de catálogo superou US$ 1 bilhão pelo terceiro trimestre consecutivo. O segmento de cinema registrou US$ 651,9 milhões em receita e US$ 187,1 milhões em lucro de segmento, com alta de 23% e 39%, respectivamente, em relação ao ano anterior.

É importante observar que Michael estreou depois do encerramento desse trimestre fiscal. Ou seja, o impacto mais direto da bilheteria deve aparecer com mais força nos próximos resultados. Mesmo assim, a empresa já trata o filme como parte central de sua visibilidade futura, ao lado de outros títulos de forte apelo comercial.

Nesse contexto, a segunda parte da cinebiografia ganha um peso ainda maior. Se o primeiro filme provou que o público continua disposto a revisitar a música e a trajetória de Michael Jackson nas salas de cinema, a continuação pode transformar esse sucesso em uma nova etapa de valorização para a Lionsgate. Para o público, é a promessa de mais música e memória pop. Para o estúdio, é também uma oportunidade de ouro.