MUNDO

OMS confirma cinco casos de hantavírus em cruzeiro

Cinco dos oito casos suspeitos de hantavírus foram confirmados, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Até o momento, três pessoas que estavam a bordo mo...

Fonte: G1 Publicado em: 07/05/2026
Compartilhar

Cinco dos oito casos suspeitos de hantavírus foram confirmados, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Até o momento, três pessoas que estavam a bordo morreram. "A ameaça à saúde pública em geral decorrente do surto permanece baixa", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (7). Ele ainda disse que a OMS está ciente de relatos de outros pacientes e mais casos podem surgir nos próximos dias devido ao longo período de incubação do vírus. Um especialista da OMS está a bordo do navio e vai acompanhar os passageiros até a chegada em Tenerife, ilha na Espanha. O órgão também listou os país cujos cidadãos desembarcaram na ilha de Santa Helena: Canadá Dinamarca Alemanha Holanda Nova Zelândia São Cristóvão e Nevis Singapura Suécia Suíça Turquia Reino Unido Estados Unidos A OMS notificou os países de origem dos passageiros para que os possíveis casos possam ser monitorados. Suspeitas fora do navio Pacientes na França, Holanda e em Singapura que não estiveram no cruzeiro MV Hondius, infectado com o hantavírus, estão sob investigação por suspeita da doença, segundo anunciaram os governos dos três países nesta quinta-feira (7). ? Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp São as primeiras suspeitas em pessoas que não estiveram no cruzeiro, onde o surto foi registrado. O navio saiu da Argentina no início de abril, e, dias depois, um passageiro alemão morreu após contrair o vírus. Um casal holandês também morreu, e outras oito pessoas que estavam a bordo, incluindo um cidadão suíço, são suspeitas de terem contraído o vírus, segundo a Organização Mundial da Saúde. A origem do contágio fora do navio, segundo autoridades, pode ser um voo em Johanesburgo, na África do Sul. Além deles, há outros pacientes com suspeita do vírus: O governo da Singapura diz que duas pessoas foram isoladas. Elas estavam no voo com a viúva da primeira vítima morta no cruzeiro, segundo autoridades locais; Na Holanda, uma comissária de bordo da companhia aérea holandesa KLM que teve contato com a viúva foi internada em um hospital em Amsterdã após apresentar possíveis sintomas de infecção por hantavírus; as autoridades sanitárias holandesas entraram em contato com todas as pessoas que também estavam no voo, segundo comunicado da KLM. O jornal "The New York Times" afirmou também que três estados dos Estados Unidos — Califórnia, Geórgia e Arizona — monitoram pacientes com sintomas suspeitos do hantavírus; Um cidadão francês esteve em contato com uma pessoa que contraiu o vírus, mas atualmente não apresenta sintomas e está sendo monitorado, afirmou o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot. O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, afirmou que a OMS está "trabalhando com países relevantes" para tentar rastrear o vírus. "De acordo com o Regulamento Sanitário Internacional (RSI), a OMS está trabalhando com os países relevantes para apoiar o rastreamento internacional de contatos, garantindo que aqueles potencialmente expostos sejam monitorados e que qualquer disseminação adicional da doença seja limitada", declarou o diretor-geral da OMS. Cepa de hantavírus identificada em navio de cruzeiro é 'pouco comum' e tem transmissão entre humanos O que é o hantavírus, que causou mortes em cruzeiro 40 passageiros desembarcaram A raiz do possível contágio fora do navio pode ter relação com o desembarque de cerca de 40 passageiros na ilha de Santa Helena após o registro da primeira morte no navio, segundo revelou nesta quinta-feira (7) o governo da Holanda, país da operadora do cruzeiro. E, desses, 29 não retornaram à embarcação, segundo revelou também nesta quinta a operadora. Esse grupo de passageiros, que inclui a viúva de um homem holandês que morreu, desembarcou durante uma parada do navio na ilha, informou o Ministério das Relações Exteriores da Holanda. ? Os passageiros viajavam no navio de cruzeiro MV Hondius, da empresa holandesa Oceanwide Expeditions. Segundo o itinerário divulgado, o cruzeiro partiu de Ushuaia, na Argentina, e originalmente deveria terminar em Cabo Verde. Três pessoas morreram no cruzeiro, e há outras infecções por hantavírus confirmadas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A informação do governo holandês é notória porque o desembarque ocorreu em um momento em que o surto de hantavírus já havia começado, porém poderia ainda haver dúvidas sobre a contaminação a bordo. Com isso, o eventual contato desses passageiros com moradores de Santa Helena pode ser um problema de saúde pública. Além disso, a Oceanwide Expeditions não havia divulgado que outros passageiros também haviam desembarcado do navio durante a parada em Santa Helena. A empresa havia informado apenas que a viúva desembarcou na ilha com o corpo do marido e, em seguida, voou rumo à África do Sul em um avião comercial. Imagem aérea mostra o navio de cruzeiro MV Hondius, onde três pessoas morreram com suspeita de contaminação por hantavirus. AFP ? Os hantavírus são transmitidos principalmente por roedores infectados e podem causar problemas respiratórios e cardíacos, além de febres hemorrágicas. Leia mais aqui sobre o vírus. As autoridades holandesas não confirmaram onde estão agora os passageiros que desembarcaram. Autoridades na África do Sul e na Europa tentam rastrear contatos de quaisquer passageiros que tenham deixado o navio. A ilha de Santa Helena é um território ultramarino britânico localizado no Atlântico Sul. O local é famoso por ter sido o local de morte de Napoleão Bonaparte. LEIA TAMBÉM: VÍDEO mostra capitão anunciando morte de passageiro em navio com surto de hantavírus OMS confirma contaminação de 3 pessoas por hantavírus em cruzeiro; outros 5 casos estão sob investigação Autoridades confirmam cepa andina de hantavírus transmissível entre humanos em passageiros de cruzeiro 'Não levaram o problema a sério suficiente', diz passageiro de cruzeiro com hantavírus