Muitos norte-americanos questionam temperamento de Trump em meio à guerra do Irã e à briga com papa, mostra Reuters/Ipsos
Por Jason LangeWASHINGTON, 21 Abr (Reuters) - O índice de aprovação do ?presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve-se no nível mais baixo de seu manda...
Por Jason Lange
WASHINGTON, 21 Abr (Reuters) - O índice de aprovação do ?presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve-se no nível mais baixo de seu mandato nos últimos dias, já que muitos norte-americanos questionaram seu temperamento em meio à guerra do Irã e a uma briga com o papa Leão 14, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos.
A pesquisa de opinião pública de seis dias, concluída na segunda-feira, mostrou que apenas 36% dos norte-americanos aprovam o desempenho de Trump no trabalho, sem alteração em relação ao mês anterior. Trump teve o índice de aprovação mais alto de seu atual mandato, 47%, logo após sua posse em 20 de janeiro de 2025.
Trump tem estado sob pressão desde que seu governo e Israel lançaram uma guerra contra o Irã em fevereiro, o que fez com que os preços da gasolina subissem bastante. Cerca de 36% dos ?norte-americanos aprovam os ?ataques militares dos EUA contra o Irã, em comparação ?com 35% ?em uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada de 10 a 12 de abril. A última pesquisa com 4.557 adultos norte-americanos em todo o país, realizada online, teve uma margem de erro de 2 pontos percentuais.
A pesquisa mostrou que muitos norte-americanos, inclusive alguns membros do Partido Republicano de Trump, estão preocupados com o temperamento e a capacidade mental do presidente de 79 anos ?após uma série de explosões.
Apenas 26% dos norte-americanos disseram que consideram Trump 'equilibrado'. Os republicanos ficaram divididos ?nessa questão, com 53% considerando-o assim e 46% dizendo que não é, enquanto alguns se recusaram a responder à ?pergunta. Apenas 7% dos democratas consideram Trump equilibrado.
Trump demonstrou agitação nas últimas ?semanas, postando uma ameaça nas ?mídias sociais ?de acabar com a civilização do Irã e também atacando o papa Leão 14 como fraco em relação ao crime após a crítica do pontífice à guerra do Irã. Trump ameaçou destruir todas as pontes e usinas de energia do Irã.
Ele alarmou os aliados ?no início deste ano ao ameaçar com força militar contra a Dinamarca, integrante da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), por causa de sua exigência de anexação da Groenlândia pelos EUA.
A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
A última pesquisa Reuters/Ipsos foi realizada durante um frágil cessar-fogo entre o Irã e os EUA, que deve expirar na terça-feira.
Cerca ?de 51% dos norte-americanos - incluindo 14% dos republicanos, 54% dos independentes e 85% dos democratas - disseram que a capacidade mental de Trump havia 'piorado' no último ano.
TRUMP CRITICA O PAPA
Os ataques de Trump ao papa Leão 14 chamaram a atenção em parte porque os norte-americanos têm uma opinião geralmente mais elevada sobre o pontífice do que sobre o presidente. Cerca de 60% dos entrevistados disseram ter uma visão favorável do papa, em comparação com 36% que disseram o mesmo de Trump. Eles também mostraram uma visão mais favorável do papa do que os democratas proeminentes, incluindo o governador da Califórnia, Gavin Newsom, e a ex-vice-presidente Kamala Harris.
A pesquisa ?revelou que apenas 16% dos norte-americanos apoiam a saída dos EUA da Otan, algo que Trump já ameaçou fazer.
A guerra com o Irã ?provocou um aumento nos preços da gasolina que atingiu ?as finanças pessoais da maioria dos norte-americanos. O índice de aprovação de Trump em relação à sua forma de lidar com o custo de vida nos Estados Unidos foi de 26%, empatado com o índice mais baixo já registrado por ?ele. Da mesma forma, apenas 26% dos entrevistados na pesquisa disseram que a ação ?militar dos EUA no Irã valeu seus custos.
Apenas 25% dos ?entrevistados - incluindo 6% dos democratas ?e ?57% dos republicanos - disseram acreditar que os ataques dos EUA ao Irã tornariam os Estados Unidos mais seguros.
(Reportagem de Jason Lange, em Washington)