Ministros israelenses comemoram restabelecimento de assentamentos na Cisjordânia
Por Pesha MagidSA-NUR, Cisjordânia, 20 Abr (Reuters) - Um ?vilarejo palestino na Cisjordânia ocupada por Israel recebeu ordens de demolição de 15 lojas nesta se...
Por Pesha Magid
SA-NUR, Cisjordânia, 20 Abr (Reuters) - Um ?vilarejo palestino na Cisjordânia ocupada por Israel recebeu ordens de demolição de 15 lojas nesta segunda-feira, um dia após ministros israelenses comemorarem o restabelecimento de um assentamento em uma colina vizinha.
A coalizão de extrema-direita no poder em Israel tem apoiado uma rápida expansão dos assentamentos e os palestinos receberam milhares de ordens de demolição desde que o governo assumiu o poder, de acordo com dados da ONU.
A liberação da última ordem teve como alvo Al-Fandaqumiya, de acordo com uma autoridade ?local.
Isso ?ocorre após reunião, no domingo, entre ?o ministro ?da Defesa de Israel, Israel Katz, o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, e o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, para comemorar o restabelecimento de um assentamento na vizinha Sa-Nur.
O assentamento de Sa-Nur, no norte ?da Cisjordânia, foi um dos 19 assentamentos esvaziados de acordo com ?o plano de retirada de 2005, que também incluiu a retirada de ?colonos de Gaza por Israel -- medida que continua ?sendo uma fonte ?de amargura ?para a direita israelense.
ACESSO À TERRA
Há tempos, palestinos esperam que a Cisjordânia constitua o coração de um futuro Estado, mas a expansão dos assentamentos fragmentou o território.
A ?maior parte do mundo considera a atividade de assentamentos de Israel na Cisjordânia ilegal de acordo com a lei internacional, o que Israel contesta.
Israel aprovou 102 novos assentamentos sob o atual governo, em comparação com um total de ?127 assentamentos existentes antes de sua eleição, de acordo com o grupo israelense de direitos Peace Now.
Refaat Qaruriya, chefe do conselho do vilarejo vizinho de Al-Fandaqumiya, disse que as ordens de demolição davam aos lojistas um mês de antecedência. Ele acrescentou que Sa-Nur dificultaria a vida dos moradores do vilarejo, que temiam não poder mais acessar suas terras.
O Exército israelense disse que as ordens de demolição se devem ?ao fato de as lojas terem sido construídas sem licenças, e que o ?momento não está relacionado a Sa-Nur.
Os ?palestinos dizem que é praticamente impossível obter essas licenças.
'Esse desenvolvimento (em Sa-Nur) levanta sérias preocupações com relação a uma nova escalada, restrições ao acesso dos palestinos ?à terra e o aprofundamento de uma realidade de ?anexação de fato', disse Amir Daoud, ?um funcionário da ?Autoridade ?Palestina, em um comunicado à Reuters.
(Reportagem de Pesha Magid, Ali Sawafta e Omri Taasan)