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Irã voltará a fechar o Estreito de Ormuz caso o bloqueio naval dos EUA persista, diz agência iraniana

Trump: EUA vão manter bloqueio até fim da negociação O Irã fechará novamente o Estreito de Ormuz caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insista em...

Fonte: G1 Publicado em: 17/04/2026
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Trump: EUA vão manter bloqueio até fim da negociação O Irã fechará novamente o Estreito de Ormuz caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insista em manter seu bloqueio naval, afirmou uma autoridade iraniana à agência de notícias Fars nesta sexta-feira (17). ? Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra no Oriente Médio Mais cedo, Trump afirmou que o bloqueio militar norte-americano, em vigor no Estreito de Ormuz desde segunda-feira (13), iria continuar mesmo após o Irã anunciar a reabertura total da rota marítima. Em um post na rede Truth Social, Trump afirmou que só retirará suas tropas da rota depois que as negociações com o Irã estiverem "100% concluídas", mas que o estreito "está completamente aberto e pronto para negócios e livre tráfego". "O Estreito de Ormuz está completamente aberto e pronto para negócios e livre tráfego, mas o bloqueio naval permanecerá em pleno vigor e efeito no que diz respeito ao Irã, somente, até que nossas negociações com o Irã estejam 100% concluídas. Esse processo deverá ser bastante rápido, visto que a maioria dos pontos já foi negociada", escreveu. Em um post no Telegram, com um print do que foi escrito por Trump, a agência iraniana chamou a decisão do americano de "chantagem". Já a agência estatal iraniana Fars, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, chamou o anúncio de reabertura do Estreito de Ormuz de incompleto e também afirmou que a passagem será fechada caso o bloqueio dos EUA na região continue. O presidente Donald Trump AP Photo/Manuel Balce Ceneta A reabertura do Estreito de Ormuz é uma das principais reivindicações dos EUA nas negociações por um acordo de paz entre os dois países, que estão sendo mediadas pelo Paquistão. No começo desta sexta-feira, os líderes da França, Emmanuel Macron, e do Reino Unido, Keir Starmer, reuniram colegas de dezenas de outros países, sem a presença dos Estados Unidos, para debater planos para a reabertura do estreito. ? Contexto: o estreito é uma das principais vias marítimas para o comércio global de petróleo. A interrupção do transporte pelo canal nas últimas semanas fez os preços da commodity dispararem no mercado mundial. Mais cedo, dados do site de monitoramento do transporte marítimo Kpler já mostravam que a circulação pelo estreito havia sido retomada. Três petroleiros iranianos deixaram o Golfo do Irã , transportando 5 milhões de barris de petróleo bruto, os primeiros carregamentos desse tipo desde o bloqueio dos EUA aos portos iranianos, na segunda. Bloqueio ao Estreito de Ormuz Editoria de Arte/g1 Relembre o impasse em Ormuz ? Desde o início da atual guerra no Oriente Médio, no fim de fevereiro, o Irã fechou a passagem pelo Estreito de Ormuz, a única via de saída pelo mar do Golfo Pérsico, onde ficam grandes produtores de petróleo. Pelo estreito, costumam circular navios transportando cerca de 20% de todo o petróleo e gás consumidos no mundo. A via marítima fica entre os territórios do Omã e do Irã, e sua largura não ultrapassa os 35 quilômetros em alguns trechos, o que facilita o controle por parte dos dois países. O Irã detém a maior parte do território que margeia o estreito, e, em retaliação aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, ameaçou atacar qualquer navio que cruzasse o estreito, disparando contra alguns deles e implementando minas navais. Minas navais Mais cedo nesta sexta, Trump afirmou que os EUA "estão trabalhando com o Irã para retirar as minas (navais)", mas o próprio governo iraniano já havia dito não saber ao certo a localização de todas elas, e pediu que os navios cruzassem o Estreito de Ormuz apenas nas rotas seguras recomendadas pela Organização dos Portos iraniana. A Marinha norte-americana também emitiu um comunicado aos navegantes da área em que diz que a "ameaça representada por minas em partes do Estreito de Ormuz não é totalmente compreendida, e recomenda-se que os navios evitem a área". Entenda os tipos de minas navais Alberto Correa/g1 LEIA TAMBÉM: EUA x Irã: quatro cenários possíveis do que vem pela frente no conflito EUA estão 'prontos para retomar combates se Irã não aceitar acordo', diz Pentágono